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Municípios brasileiros com nomes referentes a aves

Com a exuberante biodiversidade que ocorre no território brasileiro, onde se encontra, por exemplo, em torno de 20% das espécies de aves do planeta, o povo brasileiro não poderia deixar de encontrar inspiração, para nomear as localidades e acidentes geográficos, nesses bichos e plantas.

Acauã, PI

O nome teria sido escolhido pelo fato de que, próximo à estação de trem ali construída, de 1932 a 1940, havia árvores conhecidas como baraúnas e nestas um casal de acauãs fazia seu ninho. Todos os dias, pela manhã e tarde, cantavam seu notável canto, chamando a atenção dos primeiros moradores. (SESC Piauí) O nome, de origem tupi, é onomatopéico e refere-se ao Herpetotheres cachinnans (Sampaio 1987).

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Águia Branca, ES

O nome originou-se do fato da região ter sido colonizada por poloneses e por existir na bandeira polonesa uma águia branca representada. Águia é nome genérico dado a algumas aves de rapina da ordem Falconiformes, sendo mais usado para designar espécies dessa ordem em outros países, já que nossas aves de rapina maiores são em geral chamadas de gaviões. Não se refere a nenhuma espécie em particular. Vide abaixo a bandeira da Polônia (essa bandeira, com o brasão, é destinada a uso em sedes diplomáticas, consulares e outras no exterior, e algumas outras situações particulares)

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Aiuruoca, MG

De ajuru (os papagaios) + oca (casa, morada). “Morada dos papagaios, refúgio das araras”. (Costa 1997) Próximo à cidade se encontra a serra dos Papagaios, nome que também confirma a presença dessas aves na região. Nessa região foi criada a Estação Ecológica do Papagaio, que é contígua ao Parque Nacional do Itatiaia, no estado do RJ.

O papagaio em questão é o papagaio-de-peito-roxo, Amazona vinacea, outrora bem comum na região. (Marcelo Ferreira de Vasconcelos, inf. pessoal).

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Amargosa, BA

O nome originou-se de lenda de que existia uma pomba muito comum na região, que tinha esse nome pelo sabor de sua carne. Essas eram caçadas e os caçadores faziam o convite aos outros dizendo “vamos às amargosas?”. (Ferreira 1957-1963)

O nome pomba-amargosa é dado a Patagioenas plúmbea.

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Andorinha, BA

Nome dado a diversas espécies da família Hirundinidae. São aves pequenas, insetívoras, caçando seu alimento em vôo. Uma das mais comuns é a andorinha-pequena-de-casa, Pygochelidon cyanoleuca.

A cidade originou-se de uma fazenda em frente à qual havia um rochedo branco chamado de “Morro das Andorinhas”, onde no final da tarde as andorinhas vinham pousar. Essa fazenda transformou-se em ponto de encontro de tropeiros e viajantes e em volta dela começou a formar-se um pequeno povoado que deu origem à cidade (Site oficial).

É possível que as “andorinhas” que vinham dormir no morro sejam na realidade andorinhões (família Apodidae). Osmar Borges (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) informou que ao visitar essa localidade em 2004, constatou um grande número de andorinhões-de-coleira (Streptoprocne zonaris) voando bem baixo sobre a rodovia. A cidade fica no sopé de uma grande cadeia de serras de quartzito, lugar propício para estas aves. É, portanto, uma dúvida ornitológica a ser melhor investigada.

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Anhembi, SP

Do tupi inhambu'y ou anhambi'y, “rio dos inhambús”, ou “rio dos anhambis”, neste último caso referindo-se a uma espécie de veado. Essa segunda interpretação recebe menos apoio por parte dos estudiosos. (Squeff & Ferreira 2003)

Inhambu é nome dado hoje a algumas aves da família dos tinamídeos, gênero Crypturellus. Três espécies são citadas para o município: inhambu-guaçu, inhambu-chororó e inhambu-chintã (Magalhães 1999). A primeira e última são aves florestais e a segunda habita campos. É, portanto, improvável que essas tenham sido as espécies envolvidas com a denominação da localidade, pois são em geral inconspícuas e não haveria certamente concentração delas próximo do rio para justificar o nome. Entretanto, Sampaio (1987) ao tratar desse topônimo, que também foi usado para designar o rio hoje chamado Tietê, na região da atual capital paulista, relaciona esse nome com a palavra inhamby, às vezes pronunciada inhambu, que designaria a perdiz, Rhynchotus rufescens, também um tinamídeo dos campos, e que seria muito abundante nos campos de Piratininga. Note-se que um bairro de São Paulo tem o nome de Perdizes. De fato, o município de Anhembi se situa em região onde originalmente existiam áreas de cerrado, ambiente típico dessa espécie.

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Anhumas, SP

Do tupi anhyma (Squeff & Ferreira 2003). O nome foi dado pela presença das aves assim chamadas na região. É possível que o nome tenha sido dado em referência à existência ali de um rio homônimo (Ferreira 1957-1963, Squeff & Ferreira 2003). Refere-se a Anhima cornuta. O município se formou a partir de duas fazendas, uma das quais se chamava Anhumas. Foi provavelmente um bandeirante que batizou o rio com esse nome, “com certeza, também pela quantidade de anhumas que existiam na região e que hoje estão extintas”. (Squeff & Ferreira 2003)

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Aracaju, SE

com origem no idioma tupi, Aracaju significa “cajueiro dos papagaios”. A palavra é composta por dois elementos: “ará”, que significa “arara ou papagaio”, e “acayú” , que significa “fruto do cajueiro”. Esta interpretação tem grande vigência, embora existam outras versões.
Há notícias de que às margens do Rio Sergipe, em 1669, existia uma aldeia chamada Santo Antônio do Aracaju. Por ter o privilégio de estar localizado no litoral e ser banhado pelos rios Sergipe e Vaza-Barris, o pequeno povoado foi escolhido pelo presidente da província, Inácio Joaquim Barbosa, para ser a sede do Governo.

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Araçariguama, SP

Do tupi arasari-gû-a-ama (arasari: araçari, gû: comer, aba: lugar). “Futuro lugar de comer dos araçaris”. O nome originou-se de uma fazenda homônima ali existente. Refere-se assim a uma característica da região, por ser “ponto de rota migratória dos araçaris”. (Squeff & Ferreira 2003) Sampaio (1987) interpreta como o comedouro ou cevadouro de araçaris. Um araçari é representado no brasão do município, bastante estilizado, mas pode-se supor ser Pteroglossus castanotis, pelo vermelho na base do bico.

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Araguaçu, TO

Do tupi ará (arara ou papagaio) + guaçu (grande): arara-grande. Pode referir-se à arara-azul-grande, Anodorhynchus hyacinthinus.

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Araguari, MG

Do tupi aráguá-r-y, a “água ou rio da baixada dos papagaios” (Sampaio 1987). Consta que o nome deve-se a existir no local grande número de periquitos que eram assim chamados. A denominação do município foi dada em 1888. Esse nome é citado para o periquitão-maracanã Aratinga leucophthalmus.

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Araponga, MG

Do tupi: ara-ponga, alteração de guirá-ponga, “o pássaro martelante”, cujo canto soa como a pancada de um martelo (Sampaio 1987). A denominação estaria relacionada com a Serra do Araponga, localizada no território do município. Antes chamada São Miguel do Araponga (1886), passou a chamar-se Araponga em 1962 (Barbosa 1971). Provavelmente o nome da serra e consequentemente do município decorre da presença ali da araponga (Wikipedia). Araponga é o nome popular de Procnias nudicolis.

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Arapongas, PR

O hino da cidade faz referência a aves:

Cidade dos Passarinhos
És o orgulho do sertão
Alegres e bem juntinhos
Cantamos tua fundação(…)

A bandeira do município retrata aves brancas, certamente arapongas, Procnias nudicolis.

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Arara, PB

Do tupi, palavra onomatopéica (Sampaio 1985). Consta que existiam na região muitas árvores chamadas baraúna, que serviam de abrigo aos viajantes. O local era conhecido como Baraúna das Araras, em virtude do grande número dessas aves ali existentes, por volta do ano de 1860. Essa árvore pode ser Schinopsis brasiliensis (Lorenzi 1992).

Arara é nome genérico de diversas espécies da família Psittacidae, entre estas as maiores da família. Uma característica delas é terem a cara nua, ou seja, desprovida de penas. A bandeira do município retrata uma araracanga Ara macao ou uma arara-vermelha-grande Ara chloropterus. Nenhuma das duas tem ocorrência hoje ou há evidências de que tenham ocorrido na Paraíba. Outras araras, podem, entretanto, ter ocorrido neste estado, como a arara-azul-grande, Anodorhynchus hyacinthinus e a arara-azul-de-lear, Anodorhynchus leari (Vide Araruna).

O hino do município já refere em sua primeira estrofe a essa origem do nome:

Inspirada em uma ave A tua história surgiu A pujança de teus filhos O teu nome difundiu Reservando o teu espaço Na História do Brasil

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Araranguá, SC

Araranguá foi desmembrada de Laguna e elevada à categoria de município em 3 de abril de 1880, cuja instalação se deu em fevereiro de 1883.

Localiza-se a uma latitude 28º56'05“ sul e a uma longitude 49º29'09” oeste, estando a uma altitude de 13 metros. Possui uma área de 298,42 km². É uma das cidades mais prósperas do Sul catarinense.

Faz parte da 9º região turística do Estado “ O caminho dos Canyons”, e tem importância regional muito grande por abrigar a conhecida região do “Vale do Araranguá”.

Etimologia: arãr’anguá = arara + nguá: o vale, a baixada. A baixada das araras (ou papagaios), local que frequentam. Alguns interpretam: ará’ranguá: o barulho das araras. Local onde as araras se reúnem.

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Arari, MA

Segundo Macedo (2005), não se sabe a origem do nome. Informa ainda esse autor que segundo Antenor Nascentes o termo de origem tupi pode significar ave, peixe ou planta. Segundo a (Wikipedia) é palavra do tupi que significa “arara pequena” .

Esse nome é atribuído a Ara ararauna (Pinto 1938).

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Araricá, RS

A população costumava dizer Ararica. Está ligado “a uma ave colorida, verde com penas azuis”. O significado indígena é “bebedouro no vale do papagaios”.

A espécie envolvida na origem do nome deve ser a maracanã-do-buriti, Primolius maracanã. Essa espécie esta hoje certamente extinta nesse estado (Belton 1994, Bencke 2003). De fato ela tem a cor geral verde, com asas azuis, o que concorda com a informação de Wikipedia. Havia na região, por época do povoamento do local, muitas palmeiras, ambiente propício a essa espécie, o que inclusive motivou o nome antigo de Nova Palmeira (Wikipedia). Araricá se encontra na área de distribuição original da espécie no estado (Bencke 2003).

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Araruna, PB

Do tupi: arara + una. “Arara negra”. “Essas aves era abundantes na região”. No município encontra-se a serra de Araruna. Humberto Fonsêca de Lucena, historiador de Araruna, informa que a denominação da Serra de Araruna, decorre do fato de existirem, à época da povoação da região, muitas dessas araras que, apesar do significado do nome, têm plumagem inteiramente azul escura, que vistas à distância parecem negras. Informa que o estudioso Clerot (Clerot, L. F. F. 1969. 30 anos na Paraíba. Rio de Janeiro: Ed. Pongetti) indica tratar-se a araruna da Ara chloroptera, espécie que teria povoado as matas da região. Lucena, por sua vez, acredita que a arara que deu origem à localidade deve ser a arara-azul-grande, Anodorhynchus hyacinthinus. Informa que há duas lendas sobre o surgimento de Araruna. Uma delas é contada por Irineu Pinto, em artigo publicado no jornal “A União”, de 21 de março de 1909: segundo a tradição oral existiu outrora uma pedra onde uma arara costumava pôr, conhecida por pedra da araruna, e daí o nome dado ao lugar . Outra diz que caçadores que passavam numa trilha do planalto avistaram um bando de ararunas. Aquela trilha ficou conhecida como a trilha das ararunas, onde hoje se situa a cidade. Lucena lembra que Herckmans (Elias Herkmans, holandês, governador da Paraíba no período do domínio holandês), no seu trabalho “Descrição Geral da Capitania da Paraíba” refere-se a corvos, considerando que essas aves poderiam ser as ararunas. Entretanto, não há nenhuma outra referência a aves assim denominadas, sendo possível que o autor tenha se referido ao urubu, Coragyps atratus. Informa também que atualmente não existem mais araras em Araruna, fato já constatado pelos diversos ornitólogos que têm visitado essa região do nordeste. Afirma não ter dúvidas de que existiram araras-azuis na localidade, já que vem de longe no tempo as histórias sobre elas. Weber Girão (inf. pessoal) também acredita que tenham ocorrido nessa região tanto Anodorhynchus hyacinthinus, quanto a arara-azul-de-lear, Anodororhynchus leari, citando como indicadores disto a referência dada pelo naturalista Spix, que em seu Glossário das Línguas Brasileiras, descreve a etimologia de Araripe como “lugar de araras”. Também pelo relato de Tomás Pompeu Souza Brasil, que publicou que ararunas eram frequentes em Ouricuri (PE), vindo às vezes ao Ceará (Ensaio Estatístico da Província do Ceará, 1863). José Fernando Pacheco (inf. pessoal) considera a arara-azul-de-lear a mais provável de ter ocorrido no município de Araruna.

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Araruna, PR

Consta que o nome foi dado pela presença dessas araras na região. Segundo Elisiário Soares (inf. pessoal), que é ararunense, havia na prefeitura local uma araruna pintada na parede, depois substituída por uma outra espécie, possivelmente Anodorhynchus hyacinthinus. Segundo Elisiário, as ararunas não são mais vistas na região há muito tempo, ele próprio nunca as viu por lá. Entretanto, mais para noroeste do estado elas ainda são vistas e têm sido monitoradas por ornitológicos.

O hino do município faz menção à ave em uma das estrofes:

Da ave azul de plumagens multicores Araruna tens o nome abençoado Este hino de amor e de louvores Diz o quanto te quer bem o filho amado.

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Aratiba, RS

Há duas interpretações: “terra luminosa” (ara = luz, claridade, dia) e “lugar de muitos periquitos” (ara = arara pequena, periquito) (Cherini 2007). A interpretação oficial é esta segunda, que informa que o nome Aratiba, dado em 1944, “segundo estudo etimológico, significa lugar de muitos periquitos” (CNM).

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Caracaraí, RO

Nome que era dado pelos indígenas locais a um pequeno gavião, muito comum na região (Ferreira 1957-1963). Osmar Borges (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) informa que esse nome é atribuído ao Milvago chimachima, também chamado carrapateiro. O brasão e a bandeira da cidade ostentam certamente esta ave.

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Condor, RS

Aves da família Cathartidae. Mais aplicado ao condor-dos-andes (com ocorrência muito ocasional no Brasil) ou ao condor-da-califórnia.

“Segundo uma lenda, o nome do município teria sua origem no 'furacão' de 1931, que arrasou tudo por onde passou numa faixa de aproximadamente duzentos metros de largura. Um condor, grande e majestosa ave de rapina, que tem seu 'habitat' na Cordilheira dos Andes, próximo ao Oceano Pacífico, e que pertence à família das águias, teria sido arrastado na época pela fúria do vento e trazido para esta localidade. Em função da presença desse enorme pássaro naquele episódio inesquecível, teria ficado o nome de 'Condor', mais tarde adotado para denominar nosso atual Município.” Entretanto, segundo o 8º DISME, do Instituto Nacional de Meteorologia (Solismar Damé Prestes), fundado em 1909, não há registro, naquele órgão, do referido “furacão”.

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Cujubim, RO

O nome é em homenagem a uma ave da fauna amazônica, muito comum nas selvas de Rondônia (CNM). O brasão do município retrata uma ave. Deve referir-se a Aburria cumanensis, ave da família Cracidae.

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Emas, PB

O nome é uma homenagem a maior ave da fauna brasileira, muito comum nos campos e cerrados do Brasil. O hino da cidade diz que o nome “…representa a grandeza e o valor desta ave serena e tão forte que outrora este chão habitou…”. O brasão do município retrata uma ave da espécies Rhea americana. Site da prefeitura de Emas, PB

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Ererê, CE

O topônimo Ererê vem do idioma Tupi e significa canoa-marreca, uma ave da família dos anatídeos comum no Nordeste brasileiro.

Documento sobre o histórico de Ererê, CE. pelo IBGE: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/ceara/erere.pdf

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Garça, SP

Uma comitiva de desbravadores, passando pela região, se instalou às margens do rio do Peixe e, ao descobrir um novo afluente, mudou de rumo, seguindo o curso do novo rio, ao qual denominaria, mais tarde, ribeirão das Garças, em virtude do grande número de exemplares dessas aves encontradas então na região. (Ferreira 1957-1963, Squeff & Fonseca 2003)

Garça é nome genérico para diversas espécies da família Ardeidae. Umas das mais comuns e vistosas e que pode ser a que motivou o nome ao ribeirão é a garça-branca-grande, Ardea alba.

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Gavião, BA

Nome dados a diversas aves de rapina da ordem Falconiformes. Uma hipótese é de que o nome veio de uma fazenda homônima:

“Pouco se sabe sobre a origem de Gavião. Não existem dados probatórios ou algum tipo de registro dos fatos contados até porque não se sabe onde ficava a fazenda Gavião”. Um rico viajante teria passado pelo local em 1812 e, tendo gostado do lugar compra uma propriedade próxima de uma quixabeira onde à tarde muitos gaviões vinham dormir. Tendo observado esse fato nomeou sua fazenda de fazenda Gavião.

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Guanambi, BA

Do tupi: guanumby, guanamby, gainumby. “O indivíduo preto azulado”. Refere-se ao beija-flor. (Sampaio 1987) Macedo (2005) confirma que segundo Antenor Nascentes, o termo significa beija-flor. A cidade era originalmente chamada de Beija-Flor. O historiador, poeta e ex-prefeito de Guanambi, Domingos Antônio Teixeira, defende também, em seu livro Respingos Históricos, que essa denominação refere-se de fato à ave assim chamada. Segundo esse historiador, o terreno sempre úmido de vazante, contíguo ao local do arraial, permitia a existência de flores silvestres e, em conseqüência, a presença de muitos beija-flores. (site oficial) Não há informação de que se refira aqui a alguma espécie em particular.

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Guará, SP

Do tupi: gûará e agûará. “Segundo informes da prefeitura”, o município recebeu este nome porque, perto da estação ferroviária, que ali estava sendo construída, havia um lagoa, onde se encontrava uma grande quantidade de uma espécie de garça (o guará, gûará) e por onde sempre rondava uma matilha de lobos-guará (agûará). O nome teria nascido da simples homofonia dessas palavras. (Squeff e Fonseca 2003) Guará pode referir-se também à “garça vermelha, a ave aquática” (Sampaio 1987). Mas certamente não se refere aqui à ave hoje bem conhecida por esse nome, Eudocimus ruber, que na verdade não é uma garça, por ser essa ave no sudeste e sul do Brasil restrita às regiões litorâneas (Sick 1997).

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Guaramiranga, CE

Guaramiranga é um município brasileiro do estado do Ceará. Está localizado na região serrana do estado. Guaramiranga é o menor município do estado do Ceará. Destaca-se como destino turístico pelo clima frio e agradável ao longo de todo o ano, sendo um dos municípios com menor média anual de temperatura da região nordeste. O município faz parte do Polo Serra de Guaramiranga. As suas principais fontes de água fazem parte da bacia metropolitana, sendo elas os rios: Pacoti e os riachos Candeias e Sinimbutantos, todos afluentes do rio Aracoiaba.

As terras da atual Guaramiranga eram habitadas por várias etnias. A principal delas era a Kanyndé. Com a criação da Missão da Palma, durante o século XVIII, para a evangelização dos silvícolas, e a expansão da pecuária e as plantações de café no século XIX, consolidou-se o centro urbano que hoje se chama Guaramiranga.

O topônimo Guaramiranga vem do Tupi guará (vermelho) e miranga ou piranga (garça), significando Pássaro Vermelho. Sua denominação original era Conceição, porém, desde 1890, possui o nome Guaramiranga.

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Guarapari, ES

Tupi: guará (pássaro, garça) + parí (cercado, curral). “Cercado ou curral dos pássaros, bacia onde as garças se reúnem”. (Sampaio 1987) Ou guaraparim, parim = manca. “A garça manca, ou de perna quebrada”. (Sampaio 1987) Milton Amaro, em nota em sua tradução de Saint-Hilaire (1974), afirma que “Guarapari, e não como se tem escrito Goaraparim, vem da palavra indígena guará: pássaro da praia chamado Ibis rubra ou Iantalus ruber pelos naturalistas, e de pari: armadilha (armadilha de pegar guarás). É de se observar que devia ser por extensão que a palavra guarani pari, que passou à língua portuguesa no Brasil, acha-se aplicada aos guarás, pois significa, a falar certo, armadilha de vime para pegar peixe (Veja Viagem pelas Províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais). O nome Guarapari significa, bastante, que outrora existiam guarás nas imediações dessa cidade; entretanto, atualmente não se vê mais nenhum na Província do Espírito Santo.” Trata-se então da ave hoje conhecida por guará, Eudocimus ruber. Sua extinção nessa região deve ter se dado, entre outros motivos, pelo fato de serem muito caçados, como informa o próprio Milton Amaro (Saint-Hilaire 1974): referindo-se à presença destas aves no sudeste do Brasil: “… e como os matam sem piedade, para obter-lhes as penas, e lhes comem os ovos, ao que se diz, de gosto agradável, é de acreditar que logo um dos mais belos ornamentos da costa do Brasil terá inteiramente desaparecido desta região.” Guará pode significar também pássaro de arribação (segundo Montoya e Saint Hilaire), que aparece à beira mar e de variadas cores. (Ferreira 1957-1963) A primeira referência escrita da ocorrência de Eudocimus ruber no Espírito Santo que se tem notícia foi feita por Augusto Ruschi, em uma lista de aves do estado, não publicada. Pacheco & Bauer (2001) revisando essa lista, concluem para essa espécie que, a despeito dela não ter sido registrada por nenhum outro autor, é de provável ocorrência pregressa no estado. O brasão e bandeira do município retratam, essa ave.

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Guaratinga, BA

Do tupi: guará (garça) + tinga (branca). Garça branca. (Sampaio 1987, Ferreira 1957-1963) Segundo Sampaio (1987) pode ser corrupção de guirá-tinga, o pássaro branco. Entretanto, não há nenhum pássaro branco na região, que pudesse chamar a atenção ao ponto de motivar a denominação da localidade. Provavelmente refere-se à garça-branca-grande, Ardea alba.

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Guaratinguetá, SP

Do tupi gûyrá-ting-etá = muitas garças brancas (Ferreira 1957-1963). Desde do início de seu povoamento, em 1600, Guaratinguetá tinha uma grande quantidade de garças (Thereza Maia e Tom Maia. 2001. Guaratinguetá através dos séculos. Museu Frei Galvão). Essa denominação era dada à região pelos indígenas (Ferreira 1957-1963). A espécie em questão deve ser a garça-branca-grande, Ardea alba. Essas são referenciadas em um monumento na cidade. Garças são também retratadas na bandeira do município.

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Guaratuba, PR

Do tupi: guará (garça) + tyba (abundante). “Garças em abundância, o sítio das garças”. (Sampaio 1987) Segundo Sick (1997), refere-se aqui ao Eudocimus ruber, que teria sido abundante certa época nessa localidade. Straube (1999) também considera “bastante provável a formação do topônimo provindo de guara Eudocimus ruber + tyba (grande quantidade). O site oficial endossa essa origem do nome: “Em Guaratuba os Guarás viviam aos milhares, mas foram extintos pela ação do homem que os caçavam para comercializar suas penas. Outra ação que contribuiu para o desaparecimento dessa ave, foi a coleta de seus ovos pra servir de alimentos e venda para o exterior.” O brasão e bandeira municipais retratam o guará. Um desenho dessa ave também é mostrado no referido site.

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Guiratinga, MT

Do tupi: guirá (pássaro) + tinga (branco). “Pássaro branco, garça”. (Sampaio 1987)

Provavelmente refere-se à garça-branca-grande, Ardea alba.

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Gurinhatã, MG

Do tupi guir-enhe-etá. “Ave que canta muito”. (Sampaio 1987; Toponímia de Minas Gerais, de Joaquim Ribeiro da Costa, Imprensa Oficial, Belo Horizonte) Ave chamada também de gaturamo (Sampaio 1987). Segundo Edelweis Teixeira, o nome indígena significa “sanhaço azul” e se referiria a “Euphonia aurea”, hoje Euphonia chlorotica. Gaturamo é um nome que refere-se a diversas espécies da família Fringillidae, gênero Euphonia.

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Iapu, MG

Do tupi ya-pú. “Aquele que é ruidoso, o indivíduo barulhento”. (Sampaio 1987) O nome teria sido dado em referência a uma ave existente na região, “um pássaro preto, de cauda amarela, que em outras localidades mineiras recebe o nome de guacho” (Ferreira 1957-1963). Curiosamente foi desmembrado do município de Inhapim, que também tem nome de ave (Barbosa 1971).

Japu é um nome dado a algumas espécies da família Icteridae, principalmente a Psarocolius decumanus, ave que de fato se destaca pela cauda amarela. O brasão do município mostra uma ave negra com amarelo na asa, que corresponderia ao encontro, Icterus cayanensis.

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Inhambupe, BA

Inhambu-pe: nas perdizes (O tupi na geographia nacional, Theodoro Sampaio, 1901). A perdiz, Rhynchotus rufescens.

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Inhapim, MG

O site oficial do município indica desta forma a origem do nome: “O nome do município se deve um abundante pássaro que viveu naquelas redondezas, nos dias de hoje é raro sua existência, mais com algum esforço ainda é encontrado e cujo nome rendeu à cidade sua denominação. O nome científico do pássaro Inhapim é: Icterus cayanensis.” Apresenta também fotos dessa ave. Segundo Costa (1997) a origem pode ser de iãpir (cabeceira do rio, cumiada de onde vem o rio), ou yapi ou y-apira (nascentes ou cabeceiras dos rios).

Nome popular de Icterus cayanensis. Da família Icteridae.

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Inhaúma, MG

Segundo a lenda, o nome teria se originado de aves que existiam ali, que vinham da nascente do ribeirão que passa pela cidade (Ferreira 1957-1963). Próximo de Sete Lagoas, havia um sítio com um grande número desta aves o que teria originado o nome da cidade. Santos (1997) refere que o nome seria devido a um tipo de barro ali existente, próprio para fabricação de panelas, denominado nhae-u pelos indígenas (Sampaio 1987).

Inhaúma é um nome dado a Anhima cornuta.

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Inhuma, PI

O nome foi dado devido ao grande número dessas aves, Anhima cornuta, no local (Ferreira 1957-1963) em torno de 1908 (CNM).

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Jacupiranga, SP

Jacupiranga é um município do estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se no sul do estado a uma latitude 24º41'33” sul e a uma longitude 48º00'08“ oeste, estando a uma altitude média de 33 metros. Sua população estimada em 2004 era de 18 380 habitantes.

Criado em território de Iguape, no estado de São Paulo, no final do século XVIII, quando alguns colonizadores da antiga Vila de Nossa Senhora das Neves, ao subir o Rio Ribeira e seus afluentes, exploraram a região do atual Rio Jacupiranga, buscando em suas margens por ouro, que posteriormente passaram a explorar.

Em 1870, o povoado passou a categoria de Vila, recebendo o nome de Jacupiranga, palavra de origem indígena significando jacu-vermelho. A lei estadual n.º 2253, de 29 de dezembro de 1927, criou o Município, com o território desmembrado do município de Iguape, elevando a sede municipal a categoria da cidade. Jacupiranga conseguiu sua emancipação político-administrativa em 29 de dezembro de 1927. Foi elevada a Comarca em 31 de dezembro de 1963.

O nome Jacupiranga tem origem em um lenda indígena, que informava que a grande quantidade destas aves na região era resultado de um agradecimento a um índio enterrado naquela região fantasiado com as penas de uma ave desta espécie.

“Jacupiranga” é um termo tupi que significa “jacu vermelho”, através da junção dos termos ya'ku (“jacu”) e pyrang (“vermelho”).

No brasão da cidade existe a representação de uma Jacupiranga Penelope pileata.

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Jandaia, GO

O povoado surgiu à margem direita do córrego Água Limpa, na fazenda de propriedade de Bernardino Vivaldo dos Santos, oriundo do Estado da Bahia, que, em 1927, doou a Santa Luzia, 05 (cinco) alqueires de terras.

O município foi criado pela Lei nº 791, de 05 de outubro de 1953, com sede no distrito de Jandaia, então desmembrado de Palmeiras de Goiás, município a que o distrito se subordinava até essa época.

Jandaia, que fica a 120 km de Goiânia, situa-se a 455 metros de altitude e possui urna área de 847 km², que limita com os municípios de Palminópolis, ao norte, Palmeiras de Goiás, a noroeste, Indiara, ao sul e sudoeste, e Paraúna, a leste e sudeste.

No brasão da cidade existe a representação de uma Jandaia-de-testa-vermelha Aratinga auricapillus.

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Jandaia do Sul, PR

Pela Lei Estadual n.º 790, de 14 de dezembro de 1951, foi criado o município de Jandaia do Sul, com território desmembrado do município de Apucarana, e instalado a 14 de dezembro de 1952. O primeiro prefeito municipal eleito foi o Sr. Lino Marquetti. A Comarca de 2ª Entrância foi criada pela Lei Estadual n.º 1.542, de 14 de dezembro de 1953.

Cidade integrada a prodigiosa região fisiográfica denominada ‘norte novo’, a gleba onde a companhia colonizadora formou o patrimônio de Jandaia recebeu, desde logo, a contribuição fecunda e dinâmica da cultura cafeeira.

Etimologia = Jandaia Origina-se do tupi ‘’nhand-ai’’… ave da família psitacídeos, designado papagaio andejo ou periquito-rei. (do Contração da preposição “de” (posse), com o artigo masculino “o”. Sul Vem do anglo-saxônico “suth”, através do francês “sud”, significando ponto cardeal que se opõe ao norte, designando ainda região situada ao sul.

O periquito do papo-amarelo - JANDAIA - ave da familia dos psitácideos, muito estimada pelos silvícolas, deu origem ao nome da cidade: JANDAIA DO SUL. O acréscimo “Sul” veio em razão de já existir no Estado de Goiás, Município com o nome de Jandaia.

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Japira, PR

Etimologia: Japira Origina-se do tupi “japyra”… guaxe, pássaro da família dos Ictéridas Cacicus haemorthus.

Os pioneiros sempre avistavam uma ave de coloração preta e avermelhada que os índios chamavam de Japuyra então o nome Japira foi inspirado nesta ave, que habitava abundantemente a região na época da criação do município. O pássaro tem o nome de GUACHE JAPUYRA, daí a derivação JAPIRA. A estação de trem passou a chamar-se estação de “Japyra”; e mais tarde se tornou o nome da cidade. Em 14 de dezembro de 1951, pela lei nº 790, foi criado o município de Japira.

No brasão da cidade existe a representação de uma ave da espécie Guaxe Cacicus haemorthus.

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Mutum, MG

O município de Mutum está localizado na região do Rio Doce do Estado de Minas Gerais e pertence a microrregião Vertente Ocidental do Caparaó. Encontra-se a uma altitude de 240 metros e tem as seguintes coordenadas 19°49’01” Latitude Sul e 41°26’18“ Longitude Oeste. Possui uma área de 1.256,08 km², sendo limitado ao norte pelos municípios de Aimorés e Pocrane, ao sul pelos municípios de Chalé e Lajinha, a leste por Ibatiba (ES), Brejetuba (ES) e Afonso Cláudio (ES) e a oeste por Taparuba e Conceição de Ipanema. O município possui 6 distritos. Seu relevo é composto em parte por várzeas, influência das baixadas do Rio Doce onde podemos encontrar várias lagoas e, em parte por montanhas. O Município é o limite onde terminam as baixadas e começam as elevações que vão terminar na Serra do Caparaó. No Município há várias elevações onde destacam-se: a Pedra Pirraça ou Pedra Santa (localizada no Distrito de Imbiruçu). A vegetação predominante no município é a de Mata Atlântica. Suas árvores mais altas atingem geralmente de 25 a 30 metros de altura. Predomina a floresta subcaducifólia tropical, rica em cipós e epífitas.

Etimologia ⇒ O topônimo Mutum se deve à abundância do pássaro homônimo na região na época da fundação da cidade. Mutum é a designação comum às aves galiformes da família dos cracídeos, florestais, dos gêneros Crax e Mitu.

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Nova Mutum, MT

Nova Mutum é um município brasileiro do estado de Mato Grosso. Localiza-se a uma latitude 13º49'44” sul e a uma longitude 56º04'56“ oeste, estando a uma altitude de 460 metros. Sua população recenseada pelo IBGE em 2010 era de 31.649 mil habitantes, previsto para 2014 alcançar 38.206 mil, com dados municipais estima-se que a população atual ultrapasse os 45.000 habitantes.

O nome Nova Mutum tem origem na empresa agropecuária Mutum Agropecuária S/A, que se estabeleceu na região em 1966 antes da fundação da cidade. A palavra Mutum refere-se ao nome comum de uma ave da ordem dos Galliformes, da família Cracidae.

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Papagaios, MG

O nome do município, de acordo com as informações no site oficial da prefeitura de Papagaios, deriva do fato de uma moradora do arraial que originou a cidade ter tido um papagaio. Conforme o site “Ao ser verdadeira a lenda, haveria de estar o nome do povoado no singular; o plural no topônimo só se explicaria pela abundância dessas aves, não se explicaria que a existência de uma delas numa única moradia se constituísse em fato capaz de caracterizar um topônimo. De uma ou de outra forma, a origem do topônimo prende-se à existência de aves dessa denominação”

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Pato Branco, PR

Pato Branco é um município com mais de 78 mil habitantes, situado na região Sudoeste do Paraná, próximo da divisa com Santa Catarina e cerca de 100 quilômetros da Argentina. Durante a primeira década do século passado, na Fazenda Denominada São Francisco de Sales, hoje parte dos Municípios de Mariópolis e Clevelândia, estabeleceram-se no Sudoeste do Paraná as primeiras famílias vindas do Rio Grande do Sul. Uma dessas famílias, que migravam fugidas de perseguições políticas, tinha como “chefe”, um sujeito conhecido como João Arruda, um dos primeiros desbravadores gaúchos na região. As primeiras roças feitas às margens do Rio Chopin foram feitas por Arruda. Foi ele quem nomeou de Pato Branco um dos afluentes do Rio Chopin, justamente por ter abatido um pato selvagem de plumagem branca, nas margens daquele rio. Assim, sem querer, estava batizado o rio que futuramente veio a emprestar seu nome para o Município de Pato Branco.
A partir de 1.938, os cartórios oficializaram, aos poucos, o nome “Pato Branco”. Registros relatam uma mutação que passou por nomes como: Vila Nova de Pato Branco, Vila de Pato Branco, Distrito de Pato Branco e Pato Branco.
O brasão do município compõe-se de um escudo de formato ibérico. Apresenta a figura de um pato, de plumagem branca volante e centrado no chefe do escudo e abaixo, uma faixa ondulada no contra chefe do escudo evoca o nome do Município.

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Patos, PB

Patos é um município brasileiro no estado da Paraíba, localizado na microrregião de Patos, na mesorregião do Sertão Paraibano. Distante 307 km de João Pessoa, sua sede localiza-se no centro do estado.

O lugar primeiramente devassado chamava-se Itatiunga, nome dado pelos gentios que significa “pedra branca”. Mais tarde, passou a chamar-se Patos. Segundo a tradição, a denominação de Patos originou-se do nome de uma lagoa, hoje aterrada, situada às margens do rio Espinharas, a qual era conhecida por Lagoa dos Patos, em virtude da grande quantidade dessas aves ali existentes.

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Perdizes, MG

O nome foi dado a esta cidade pela abundância das aves assim chamadas na região. Consta que no passado vinham grupos de caçadores com cães treinados para caçarem essas aves, daí a região ser conhecida como Campos das Perdizes. A Lei Estadual nº 148 de 17/12/1938 elevou o distrito a categoria de município com o nome atual: Perdizes.

Trata-se de espécie, Rhynchotus rufescens.

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Periquito, MG

Periquito, MG

Periquito. Este nome refere=se às pequenas aves, da família Psittacidae, que povoam a região. No dia 21 de dezembro de 1995, Periquito vira município pela Lei Estadual n° 12.030, assinada pelo presidente da Assembleia Legislativa na época, Deputado Agostinho Patrus. Mas o núcleo populacional do atual município de Periquito teve início em 1939. O crescimento deve-se em boa parte a ter sido ali construída uma estação de trem, que também recebeu o nome de Periquito.

A bandeira da cidade apresenta os periquitos, aves da família Psittacidae que dão nome à cidade e eram encontradas aos bandos no início da urbanização periquitense.

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Piranga, MG

Do tupi, piranga, significa vermelho.

O termo piranga, é usa para nomear um gênero da família dos Cardinalidae, além de dar nomes regionais a várias espécies de aves (araracanga, guará, jacupiranga, pariri, pavó, sabiá-laranjeira, tiê-sangue) e outros animais como o jabuti-piranga.

Piranga, é uma cidade na zona da mata mineira. Fundada em 08 de dezembro de 1695, inicialmente, chamou-se Nossa Senhora da Conceição de Guarapyranga, depois Guarapyranga e por fim Piranga.

Buscando o Códice Costa Matoso que diz: “… e como naquele tempo havia muito pássaros vermelhos no rio, e pequenos, intitularam ao rio Guarapiranga, que é o que quer dizer este nome …, e lhe ficou o nome e este distrito dos ditos pássaros”.

Uru, SP

O nome URU é originário de um pássaro muito comum no Centro-oeste e Sul do Brasil. São aves galiformes que vivem em pequenos bandos no chão, alimentando-se de pequenos frutos, e preferem matas densas.

Do tupi uru. O nome decorre do rio Uru, afluente do rio Tietê. Esse, por sua vez, recebeu esse nome das primeiras expedições que subiam o rio Tietê e que teriam encontrado essas aves em suas margens. Anteriormente chamava-se Santo Antônio do Uru. (Squeff & Fonseca 2003).

A emancipação de Uru ocorreu com a promulgação da lei nº 2456, de 30/12/1953.

Embora seja um nome atribuído a mais de uma espécie de ave, nesse estado se refere sem dúvida ao Uru Odontophorus capueira. No brasão da cidade existe a representação de um Uru-capoeira.

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Uruburetama, CE

Uruburetama é um município brasileiro do estado do Ceará. Pertence à mesorregião do Norte Cearense. A cidade desenvolveu-se às margens do rio Mundaú, no nordeste do país. O município recebeu o nome de Uruburetama em 1938.

Do tupi urubu + retama (terra natal, pátria). “Terra dos urubus”. (Biblioteca IBGE, Wikipedia) Inicialmente chamou-se Serra dos Corvos (CNM). Fica próxima à serra de Uruburetama, que possivelmente serve de pouso e local de nidificação de urubus.

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Xexéu, PB

O município recebe o nome de Xexéu, em homenagem ao pássaro com o mesmo nome que impressionava a todos que passavam pela cidade pelo seu canto harmonioso. O município foi criado pela Lei estadual de nº 10.621 de 01 de outubro de 1991, após ser desmembrado do município de Água Preta. Anualmente, no dia 1 de outubro Xexéu comemora sua emancipação política.

O nome foi dado “em homenagem ao pássaro com o mesmo nome que impressionava a todos que passavam pela cidade pelo seu canto harmonioso”. (Biblioteca IBGE). Esse nome é dado em Pernambuco ao Cacicus cela, ave da família Icteridae. O hino do município faz menção à ave:

Meu Xexéu, no vôo majestoso
Desafio não é uma quimera
Se há batalha me inscreve à luta
Que a vitória sorrindo te espera.

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Referências

Nota: Página Em Desenvolvimento…